Drones “mais certeiros” destruíram mais de 77 mil alvos russos em março
O comandante-chefe anunciou, num ‘wokshop’ de drones, que veículos não tripulados de fibra ótica com um alcance de 20 quilómetros, mais certeiros, já estão a operar na linha da frente e a corresponder à taxa de acerto da artilharia.
De acordo com declarações de Oleksandr Sirski, publicadas na sua conta do Facebook, a Ucrânia continua a “aumentar o número e as capacidades dos drones de fibra ótica”.
Segundo a agência EFE, o avanço tecnológico dos drones permitiu atacar e destruir “mais de 77 mil alvos inimigos” em março, o que representa um aumento de 10% face a fevereiro.
Oleksandr Sirski adiantou ainda que cerca de um milhar de drones russos de reconhecimento foram neutralizados no mês passado.
“Estamos a implementar novos sistemas de guerra eletrónica para proteger o nosso pessoal militar”, acrescentou o chefe das Forças Armadas, que sublinhou a necessidade de a Ucrânia estar um passo à frente da Rússia na guerra tecnológica.
Este sábado, a Ucrânia assumiu a responsabilidade pelo ataque de drones contra a fábrica de produção de explosivos Promsintez, na região russa de Samara.
A EFE, que cita a agência de informação ucraniana UNIAN, refere que a operação foi realizada pelo Serviço de Inteligência Ucraniano (SBU).
A fábrica é uma das principais produtoras de explosivos industriais, como amoníaco, amonite e granulite, não só na Rússia, mas também nos países da Comunidade de Estados Independentes (CEI) pós-soviética.
De acordo com a UNIAN, pelo menos 20 explosões e vários incêndios foram registados na empresa.
“A SBU continua a realizar inspeções seletivas nas empresas russas que fazem parte do complexo militar-industrial e fabricam armas para a guerra contra a Ucrânia. Estas instalações são objetivos militares absolutamente legítimos”, sublinhou uma fonte do Serviço de Inteligência àquela agência.
Segundo a agência de informação ucraniana, o governador de Samara, Viachestlav Fedorischev, informou este sábado na sua conta do Telegram que drones ucranianos atacaram uma indústria na cidade de Chapaevsk, provocando um incêndio.