Governo acusa “radicais de Esquerda e Direita” de caos na imigração
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O debate sobre o fim das manifestações de interesse foi mote para Leitão Amaro juntar no mesmo saco “radicais de Esquerda e de Direita”. Acusa-os de usar “o caos” e a “imigração desregulada” para ganhar votos. PS pede espírito contrutivo ao Governo, mas PSD recusa propostas para mudar regime de entrada de imigrantes.
Leitão Amaro aproveitou o tema da imigração para criticar “a pesada herança deixada” pelos socialistas, embora saudando o PS e a IL “pela sua evolução”, apelando ao “consenso”. E atirou depois ao Chega e aos partidos mais à Esquerda.
“Por outro lado, “radicais de Esquerda e radicais de Direita são cada vez mais um caso perdido”, acusou Leitão Amaro. E o que querem? “Caos e desordem” e “uma imigração descontrolada” porque “estão convencidos que com isso alimentam o medo que vos dá votos”, criticou.
Antes, Pedro Delgado Alves explicou que a apreciação requerida pelo PS surgiu na sequência de “uma dificuldade estrutural na alteração legislativa que o Governo propunha e deixava um vazio significativo na transição entre o regime anterior e aquele que entendeu revogar”. Sublinhando a desproteção e frustração das expetativas de regularização de “muitos milhares de pessoas”, recordou que o Parlamento superou “a maior parte das dificuldades criadas pela ausência de um regime transitório adequado”, com a iniciativa da IL que teve contributos do PS.
O vice-presidente da bancada socialista explicou que o PS quer acelerar e criar mais vias de acesso a canais seguros e regulares de migração. Pede “espírito construtivo” ao Governo nas propostas que admite “afinar” na especialidade. Propõe, por exemplo, reduzir para 30 dias o prazo de emissão do visto de residência se as empresas garantirem habitação, formação e ensino do Português.
Por sua vez, o social-democrata António Rodrigues criticou duramente o PS, acusando-o de fazer um “flic-flac político” e de mostrar incoerência em matéria de imigração. O deputado destacou, no plenário, que “as grandes soluções” que a bancada do PS levou a debate já constavam do plano do Governo e estavam inclusive em execução.